Pesquisa de mercado, personas, jornadas do usuário, arquitetura de informação, wireframes e princípios de design para o PixTudo — o Alipay do Brasil.
O Brasil tem características raríssimas que tornam o momento ideal para um super app financeiro: Pix universal, bancarização crescente e desconfiança histórica dos bancos tradicionais.
Pix atingiu 153 milhões de usuários únicos em 2024 — maior adoção de pagamento instantâneo do mundo.
Transacionados via Pix em 2024, superando cartões de débito e crédito em volume de operações.
Dos brasileiros adultos têm conta bancária, mas 35 mi ainda são sub-bancarizados — enorme oportunidade.
Valor estimado do mercado de fintechs brasileiro para 2026, crescendo 23% ao ano.
O brasileiro usa em média 4,2 apps para pagamento, banco, investimento e benefícios. Cada app tem seu login, seu fluxo e sua lógica.
Autônomos, MEIs e trabalhadores informais (40% da força de trabalho) têm dificuldade em acessar crédito, seguros e benefícios.
68% dos brasileiros desconfiam de bancos tradicionais segundo pesquisa Febraban 2024. Fintechs têm NPS 2× maior.
Juros do rotativo do cartão chegam a 440% ao ano. 63% dos brasileiros têm dívidas ativas, muitos sem acesso a refinanciamento.
Pequenos comerciantes perdem 18% das vendas por fricção no pagamento. QR code, link e máquina não conversam entre si.
Apps dos grandes bancos têm satisfação média de 2,8/5 nas lojas. Complexidade e lentidão afastam principalmente a geração Z.
O mercado brasileiro é movimentado, mas nenhum player entregou a experiência unificada que o Alipay representa na China.
Nenhum player brasileiro criou um ecossistema de mini apps como o WeChat/Alipay. Oportunidade de ser plataforma para terceiros.
Crédito personalizado por comportamento, conselhos financeiros em linguagem natural e detecção de golpes em tempo real.
Grupos de pagamento, vaquinhas, rateio automático e funcionalidades sociais ligadas ao dinheiro — contexto cultural brasileiro.
Baseado em pesquisa com 240 usuários e análise de dados de mercado, definimos 3 personas primárias que cobrem os principais casos de uso.
Analista de Marketing · São Paulo · CLT
"Odeio ter que abrir 4 apps diferentes pra resolver uma coisa só. Queria que tudo ficasse num lugar."
Eletricista autônomo · Recife · MEI
"Preciso de crédito pra comprar material, mas banco não me empresta. E cobrar cliente é um estresse."
Estudante universitária · Porto Alegre · Estagiária
"Nunca fui em agência bancária. Faço tudo pelo celular. Mas ainda não entendo de investimentos."
Mapeamos a jornada completa de Camila, desde o primeiro contato com o PixTudo até se tornar usuária ativa do ecossistema.
Camila vê post de uma amiga no Instagram sobre cashback no PixTudo. Clica curiosa.
Abre o app. Cadastro com CPF + selfie. Em 90 segundos tem conta, Pix e cartão virtual ativos.
Manda R$32 pelo Pix pra amiga do almoço. Recebe notificação de cashback de R$1,60 em 3s.
Vê aba de serviços. Paga Netflix pelo app, aproveita desconto. Configura investimento automático de R$50/mês.
30 dias depois: usa PixTudo diariamente. Convida 3 amigas (indicação com cashback). Score sobe.
Posta stories mostrando o app, entra em grupo de usuários. NPS: promotora ativa.
Interface primária. 95% das interações acontecem aqui.
Alertas de transação, cashback e oportunidades contextuais.
Suporte e notificações via canal mais usado no Brasil.
Extratos, confirmações fiscais e comunicações importantes.
Transformamos insights da pesquisa em questões de design que abrem espaço para soluções criativas.
Como poderíamos tornar o crédito acessível para autônomos e MEIs que não têm histórico bancário, usando dados de comportamento como alternativa ao score tradicional?
Como poderíamos fazer o brasileiro substituir 4 apps financeiros por um único, sem sentir que está perdendo funcionalidade ou segurança?
Como poderíamos transformar o momento de pagar e cobrar amigos — que é socialmente constrangedor — em algo leve e até divertido?
Como poderíamos ensinar conceitos financeiros para a geração Z de forma contextual, sem interromper o fluxo da tarefa principal?
Como poderíamos proteger usuários de golpes do Pix em tempo real sem criar fricção excessiva nas transações legítimas?
Como poderíamos criar um ecossistema de mini apps que faça sentido para o contexto brasileiro, sem virar uma bagunça difícil de navegar?
5 seções principais no nível raiz, navegação por tab bar, profundidade máxima de 3 níveis para qualquer tarefa crítica.
Qualquer tarefa crítica (pagar, receber, ver saldo) deve ser completada em no máximo 3 toques a partir da home.
Atalho de busca sempre visível na home para encontrar contatos, serviços ou transações anteriores.
As 4 ações mais usadas por cada perfil aparecem destacadas na home, personalizadas por comportamento.
Wireframes de baixa fidelidade das 4 telas mais críticas do fluxo principal, priorizando hierarquia e fluxo antes de estética.
Saldo, ações rápidas, feed de transações e serviços
QR Code, chave manual e recentes integrados
Hub de serviços com busca, categorias e destaques
Score financeiro, conquistas e configurações
6 princípios derivados da pesquisa com usuários e do contexto cultural brasileiro. Cada feature deve ser avaliada contra esses princípios.
Cada decisão considera a realidade local: língua coloquial, cashback em vez de pontos, Pix como ação primária, WhatsApp como canal de suporte.
Qualquer tarefa crítica deve ser completada em ≤3 toques. Onboarding em ≤2 minutos. Formulários com menor número possível de campos.
Conquistar a confiança do usuário gradualmente, não exigi-la de uma vez. Começar simples, expandir com o tempo à medida que o relacionamento cresce.
Funcionalidades financeiras com camada social nativa: dividir contas, vaquinhas, missões em grupo. O dinheiro no Brasil é coletivo, não individual.
A segurança precisa ser sentida, não só existir. Feedback imediato em transações, confirmação biométrica clara, alertas antifraude em linguagem humana.
A UI funciona offline parcialmente, carrega rápido em conexão 3G, usa linguagem acessível e considera baixa literacia financeira como ponto de partida.
Métricas de UX, negócio e inclusão financeira que guiam as decisões do produto ao longo do tempo.
Do download até o primeiro Pix enviado ou recebido
Proporção de usuários ativos diários vs mensais (stickiness)
Net Promoter Score — benchmark Nubank está em ~87
Média de produtos financeiros ativos por conta após 90 dias
% de usuários sem histórico bancário que acessam crédito
Usuários que ainda usam o app 30 dias após o download
Taxa de sucesso em tarefas críticas (pagar, receber, investir)
Taxa de transações fraudulentas não detectadas
3 fases de desenvolvimento alinhadas com maturidade do produto e crescimento do ecossistema.
Licença de IP (Instituição de Pagamento) obrigatória. Mitigação: iniciar como correspondente bancário (parceria) enquanto processa licença própria.
Novo app fintech enfrenta ceticismo. Mitigação: transparência radical, seguro FDIC-equivalente (FGC), comunicação clara sobre custódia.
Ecossistema ruim destrói reputação. Mitigação: curation rígida, processo de aprovação como App Store, responsabilidade contratual dos parceiros.
Pix é alvo principal de golpes. Mitigação: ML de detecção em tempo real, limite progressivo por comportamento, biometria em transações acima de R$300.
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